Multimodais eficientes dependem de mais ações políticas, afirma presidente da Frenlog

O presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transportes e Armazenagem (Frenlog), deputado federal Homero Pereira (PR-MT), afirmou ser necessária mais participação política focada na infraestrutura multimodal para melhorar a logística brasileira e promover integração dos transportes.
Pereira participou da abertura do Seminário de Portos e Vias Navegáveis, realizado pela Frente de Infraestrutura Nacional, nesta terça-feira (15.12), na Câmara dos Deputados.
“O Brasil já está muito atrasado na sua infraestrutura multimodal. Nossos produtos competem com grande potência da economia mundial, porém, em condições precárias. Liderei a criação da Frenlog para contribuir com a mudança nesse cenário.
O nosso desafio é melhorar a multimodalidade, com os meios de transportes operando de forma integrada e com eficiência. Temos que reduzir o custo da comida e garantir melhor renda a quem produz e trabalha por este país”, disse Pereira.
Segundo o vice-presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Infraestrutura Nacional, Edinho Bez (PMDB-SC), também concorda que o Brasil não pode abrir mão de nenhum dos modais, porém, destaca como fundamental investimento em portos e hidrovias uma vez que ajudaria ainda na meta de redução das emissões de gases poluentes.
“Os ganhos são enormes, a hidrovia oferece menor custo em frete. Se a sociedade quer continuar tendo supremacia nos números macroeconômicos e batendo recordes na produção agropecuária, são necessários recursos urgentes para o setor”, frisou Bez. Ele citou a média do custo de frete nas rodovias, de R$ 120 por tonelada; da ferrovia, R$ 75/t; e hidrovia, R$ 40.
O ministro da Secretária Especial de Portos, Pedro Brito, disse ser testemunha de que a eficiência da produtividade brasileira depende da melhoria na logística dos multimodais e dos portos.
Mato Grosso é um Estado com graves problemas logísticos. É considerado maior celeiro de produção agropecuária no Centro-Oeste, contudo, enfrenta longas distâncias transportando o produto em rodovias degradadas pelo tempo e uso até chegar ao destino.
Autor: Joana Dantas
Fonte: Assessoria Imprensa
Fonte: Assessoria Imprensa
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