Segunda, 06 de Setembro de 2010
   
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Deputado Homero Pereira

O Popular - Produtor e motoristas ficam no prejuízo

 Por Deire Assis -  Deficiências na infraestrutura viária do Estado têm impacto direto no escoamento da produção agrícola, especialmente no que diz respeito ao valor do frete e ao desperdício dos produtos transportados por meio terrestre

Deficiências na infraestrutura viária do Estado têm impacto direto no escoamento da produção agrícola, especialmente no que diz respeito ao valor do frete e ao desperdício dos produtos transportados por meio terrestre. Levantamento feito pela Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg) há um mês listou pelo menos 20 trechos de rodovias federais e estaduais mal conservadas, por onde a safra estimada em 13,3 milhões de toneladas de grãos em 2010 será transportada.
O setor calcula que o valor do frete pago hoje pelos produtores rurais seria, em média, entre 30% e 50% se a produção pudesse ser escoada por rodovias em boas condições de uso. Segundo Pedro Arantes, analista de Mercado da Faeg, o preço médio do frete pago hoje por tonelada de grãos transportados é cerca de 70 dólares. Se nossas estradas estivessem recuperadas, esse valor cairia no mínimo 30%, aumentando em cerca de 10% a renda do produtor , frisa o analista.
Com propriedades em Jataí e Itarumã, Mozart Carvalho de Assis, de 47 anos, diz que os produtores rurais vivem todos os dias, ano após ano, o que as pesquisas sobre as condições da malha rodoviária indicam. De acordo com ele, os grãos produzidos por ele são transportados por rodovias completamente destruídas e sem asfalto no Sudoeste goiano. Os reparos feitos pelos órgãos não resistem nem de um ano para o outro , ressalta. Com isso, todos perdem. O produtor, o transportador, o consumidor, todo o Estado , analisa Carvalho.

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